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O Problema das Consultas
Qua, 27 de Maio de 2015 15:07

Todos os frequentadores da Umbanda gostam de conversar, gostam de se consultar com Exús, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças. Realmente é muito reconfortante uma consulta dessa. Mas nem sempre é necessária.  O que acontece é que muita gente ocupas as entidades incorporadas para tratar de problemas fúteis, tolos, que elas mesmas poderiam resolver. Há pessoas que já criaram o hábito de para tudo consultar as entidades. Não resolvem mais nada sozinhas, aguardando paradas para que as entidades resolvam tudo para elas. Isso é um erro muito grande. Se somos dotados de inteligência é para que façamos uso delas. Somente quando um problema for realmente difícil e tivermos esgotado todos os nossos recursos, aí sim é que poderemos consultar uma entidade pedindo ajuda. As coisas mais fáceis nós mesmos devemos decidir. As consultas tolas, sem necessidade, além de cansar o médium, impede muitas vezes que a entidade incorporada dedique maios atenção aos casos realmente sérios.

Num ambiente de boa vibração espiritual as pessoas não precisam estar falando a todo instante com as entidades. Basta que se concentrem na vibração presente e façam seus pedidos. A vibração cura, ajuda. Mas há muitos que não entendem isso e não se conformam enquanto não conseguem a consulta. Entretanto, é possível a uma pessoa entrar num Centro, concentrar-se, pedir, e sem dar uma palavra com as pessoas presentes, ver seu problema resolvido num futuro próximo ou distante, conforme o caso. Os problemas de muitos podem ser resolvidos pela corrente vibratória, sem a necessidade da consulta individual. Com o crescimento dos adeptos de Umbanda vai realmente se tornar impossível o atendimento individual que é desnecessário na maioria dos casos.

As raízes dos nossos problemas estão no nosso comportamento, nos nosso egoísmo. Portanto o mais importante para todos nós é inicialmente uma reforma interior que nos levará seguramente a caminhos melhores. Nosso maior interesse deve estar em participarmos das palestras esclarecedoras feitas por mentores espirituais incorporados ou por irmãos encarnados que têm essa missão, e não em perguntarmos tolices às entidades, seja querendo saber da vida dos outros ou sobre fatos da nossa própria vida, que em nada modificarão os nossos sofrimentos. Somente a reforma profunda de cada um de nós, no sentido do amor e da fraternidade, poderá nos ajudar. De nada resolve vivermos a perguntar isso ou aquilo às entidades. Resolve sim, procurarmos nos melhorar, amando e ajudando o nosso próximo, perdoando e ajudando a construir um mundo mais equilibrado e mais cheio de amor...No equilíbrio geral todos nós seremos beneficiados.

Fátima Damas
Presidente da CEUB – Congregação Espírita Umbandista do Brasil