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Assembléia sobre Aldeia Maracanã realizada na CEUB. Decisões e providências
Sáb, 19 de Janeiro de 2013 12:58
Bom dia a todos e todas,

Conforme ficou decidido em reunião realizada, à convite da Sacerdotisa Fátima Damas do Templo Umbandista Vovó Maria do Congo e presidenta da Congregação Espírita Umbandista do Brasil - CEUB, eu - Patricia Tolmasquim, e Frei Tatá eleitos por aclamação para secretariar a reunião; ficamos responsáveis por relatar brevemente e encaminhar por e-mail as decisões para que um grupo colegiado elaborasse um documento de apoio à luta indígena da Aldeia Maracanã e o encaminhasse aos diversos gestores, políticos e órgãos afins, no sentido de interromper o degradante processo de deslegitimação daquele espaço e toda a sabedoria e espiritualidade ancestral ali presente.

Segue um breve histórico e o resumo das decisões tomadas.

Por conta do sonho da Srª Zilmar Duarte, cujo Caboclo solicitava providências em relação ao território da Aldeia Maracanã, esta entrou em contato com Frei Tatá e contou-lhe suas inquietudes. Diante do fato, Frei Tatá - solidário à Srª Zilmar - imediatamente entrou em contato com a Sacerdotisa Fátima Damas que convocou a reunião referida bem como ofereceu o espaço de sua casa para tal.

As ações decididas em assembléia foram:

- Redigir documento de solidariedade subescrito por todos as instituições e pessoas presentes à assembleia;
- Mobilizar as redes sociais com o slogan (à exemplo do que fizeram os franceses na segunda guerra mundial diante do extermínio de milhares de judeus) Somos todos indígenas; Ainda neste ítem foi sugerido que as pessoas colocassem a palavra caboclo ou cabocla em seus nomes nas redes. Ex: nome Caboclo sobrenome;
- Divulgação em rádio e televisão;
- Manifestação nas escadarias da Câmara de vereadores pautada na questão espiritual;

Ao final da reunião ouvimos as palavras da índia Carolina Potiguara que nos esclareceu que a Aldeia Maracanã é um local de manifestação cultural e religiosa da comunidade indígena e que os guajajara, pataxós e mais 14 etnias (ao todo são 17) estão juntos desde 2005, reunidos para recuperar os territórios tradicionais. Mencionou o filme "o retorno da arara amarela" e observou que é uma liderança feminina indígena e que é membro da SEASDH.

Carolina Potiguara afirmou ainda que todos estão sendo afetados pela truculência e pelo abuso que o atual governo está cometendo. Como palavra final disse: "Nós não negociamos outro local pois ali está a nossa ancestralidade."

Solicitou ainda que todos mobilizem forças, orações, suas casas pela luta indígena.

Finalizou sua fala com um canto indígena. Ao final foi ovacionada.

Subescreveram antecipadamente o documento a ser elaborado com base no documento do Frei Tatá - lido em reunião - com os acréscimos devidos, acordados pela assembléia, trinta e cinco instituições.

Prezado Frei Tatá, está passada a "bola" para a escritura do documento.

Fraternalmente,
Patricia Tolmasquim
Associação de Direitos Humanos Bnai Brith e Movimento Candelária

PS: Solicitaram receber o documento final as seguintes pessoas e instituições: Pai pedro Miranda, Pai Ivo de Carvalho, Pai Mauro e Ubiracy Cerqueria.